Sintomas da Diabetes

As duas formas mais frequentes de diabetes são a diabetes tipo 1 (antigamente chamada diabetes juvenil ou insulinodependente) e a diabetes tipo 2 (antigamente chamada diabetes do adulto ou não insulinodependente).

Diabetes tipo 1

A diabetes tipo 1 aparece de repente no jovem que se queixa de muita sede, fadiga, urina muito, tem muita fome, mas apesar disso emagrece. Muitas vezes tem o que se chama cetoacidose diabética, com formação de corpos cetónicos, podendo dar origem ao hálito cetónico (cheiro a acetona), enjoos, vómitos e dores de barriga. Este doente deve ser observado pelo médico, o mais depressa possível, porque pode desencadear-se um coma diabético com glicose no sangue muito alta e acidose.

O pancreas deste doente deixou subitamente de produzir insulina, a qual é necessária para promover a entrada de glicose nas células do nosso corpo (se a glicose não entrar nas células, estas vão utilizar a gordura para sobreviver, o que dá origem aos corpos cetónicos). Pode haver uma forma de diabetes tipo 1 em adultos, entre 25 e 30 anos, que poderá evoluir mais lentamente, sem aquele aparecimento brusco que acontece nos jovens (podendo mesmo ser confundida com a diabetes tipo 2). Estas formas de diabetes precisam de insulina sempre e nunca se deve suspender a insulinoterapia. Na forma de diabetes tipo 1 do adulto, pode haver uma fase inicial, muito curta, na qual os medicamentos por via oral podem ser eficazes (mas, atenção ao facto de a breve prazo ser necessário tratar com insulina, dado que o pâncreas deixa de trabalhar completamente).

Diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 tem uma evolução mais lenta, muitas vezes quase sem sintomas ou com alguns, não valorizados pelo doente. Aparece em adultos, quase sempre com excesso de peso e com um estilo de vida pouco saudável no qual ressaltam uma alimentação com excesso de calorias e uma vida sem actividade física. Devido ao excesso de peso na criança, já começa a aparecer este tipo de diabetes em jovens. Estes doentes, por vezes, sabem ser diabéticos quando o médico pediu umas análises de rotina e se verifica aumento da glicose no sangue; outras vezes, o indivíduo nota que tem um pouco mais de sede do que o habitual. Na Mulher, um dos sinais pode ser comichão vulvar; e no Homem pode dar comichão na extremidade do pénis devido a uma infecção chamada balanite. Por vezes, o indivíduo vai ao médico fazer uma revisão e descobre uma complicação vascular que já se instalou (a nível da retina do olho ou neurológica ou macrovascular).

Se um indivíduo tem antecedentes familiares de diabetes tipo 2, deve ter cuidado em manter um peso correcto, cumprindo uma alimentação saudável e fazendo actividade física (andar a pé todos os dias 30 minutos, em terreno plano, mais ou menos três km).



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