Estou com uma depressão e não sei o que fazer

Comecei a estudar na universidade, saí de casa, apenas vou lá alguns fins-de-semana, e como é óbvio a minha vida deu uma grande volta, as responsabilidades aumentaram, mas também a liberdade e o trabalho. O primeiro ano correu-me muito bem.
Comecei bem no segundo ano e quase no final do primeiro semestre, apercebi-me de que algo não estava bem comigo. Comecei a sentir-me desconfortável. Sentia-me num local que não era o meu. Tudo à minha volta me parecia estranho, a rotina começava a cansar-me, sentia saudades da minha casa, da minha família, sentia falta de uma vida simples, uma vida que não me ocupasse todo o tempo e sem grandes mordomias. Quando dava por mim, já estava deitada na cama a chorar. Só me apetecia dormir e esquecer tudo à minha volta. Os dias passavam como fardos que eu tinha que carregar e por mais que os meus amigos tentassem, nada me animava, tudo era melancólico, estava muito sensível e qualquer ninharia me fazia chorar. Vi-me mergulhada numa tristeza profunda, dia após dia. Pensava ser do stress típico de final de semestre, no entanto o 1º semestre acabou, as férias iniciaram e continuava com aquele peso no coração. Sabia que algo não estava bem, não tinha apetite, andava exausta e apenas me apetecia chorar e chorar. Não sei porque fiquei assim, mas como já suspeitava que uma depressão estava a assombrar-me, consultei um médico. Agora estou medicada, mas cada dia que passa é uma luta e está tão difícil de ultrapassar que eu ando desesperada. Ando tão nostálgica ultimamente. Apesar de estar a partilhar a casa com as minhas amigas sinto-me sozinha e desamparada. Sinto a falta de alguém que me ature, tal como a minha mãe e por isso custa-me muito estar afastada dela nesta altura. Mesmo que não me diga nada, só a sua presença é reconfortante. Sei que ela me compreende. Cada vez que falamos por telemóvel vêm-me as lágrimas aos olhos. Quero recuperar a alegria de novo e o entusiasmo em fazer o curso mas estou tão cansada que não me apetece trabalhar. O fardo parece aumentar e os dias passam tão devagar. Às vezes penso em largar tudo e iniciar uma vida simples, começar a trabalhar.
Eu quero acabar o curso com todas as minhas forças, mas pergunto-me se não será por ele que estou assim? Se calhar estou demasiado agarrada à família, e nesta altura de grande fragilidade, custa-me imenso estar longe deles, mesmo que seja por uma semana. Pergunto-me todos os dias se serei capaz de viver o futuro sendo assim fraca de espírito. Choro amargamente pelos belos tempos de infância e custa-me imenso ver a vida a escapar-se entre os dedos.
Preciso de ouvir algo construtivo. O que devo fazer? Isto é horrível!!!



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