Cuidados a ter por quem tem intolerância à lactose

O que é a intolerância à lactose, quais os sintomas e saiba os dois tipos de intolerância à lactose que existem.

1. Quais os principais sintomas de quem tem intolerância à lactose?

Dor abdominal, distensão abdominal (sensação de barriga inchada), eliminação frequente de gases, fezes amolecidas ou liquidas, habitualmente explosivas e assadura perianal.

Os sintomas estão tipicamente relacionados à ingestão de leite, derivados do leite ou à sobrecarga destes. Não há nas fezes presença de sangue ou muco (catarro).

2. O que é a “lactose”?

A lactose e o açúcar presente naturalmente no leite e nos seus derivados, o que inclui preparações com leite. Não é a proteína e, por isso, não desencadeia reações do tipo alergia.

3. Existem crianças ou bebês com intolerância à lactose?

Há dois tipos de intolerância a lactose:

a primária, que decorre de uma “inativação” da enzima lactase que faz a digestão da lactose. A “inativação” é mais comum e geneticamente determinada, e ocorre a partir do 2-3º ano de vida, permanecendo para o resto da vida do individuo. Existe uma forma de intolerância congênita à lactose que é muito rara e muito grave, podendo levar ao óbito nos primeiros meses de vida. Há cerca de 40 casos descritos no mundo, nenhum no Brasil.

A secundária ocorre após lesão intestinal, como a que poderá acontecer após um episódio de diarréia por vírus ou parasitos (vermes) como a giárdia, ou no curso de uma doença intestinal como a doença celíaca. Ao contrário da precedente, esta é transitória. Assim, a intolerância à lactose secundária poderá acometer qualquer faixa etária (bebês, crianças e adultos), enquanto a primaria só indivíduos acima dos 2-3 anos de idade. Não existe alergia à lactose.

É importante frisar que não ocorre habitualmente uma inativação de toda a enzima, podendo alguns indivíduos intolerantes apresentar uma atividade residual desta enzima, que o permitirá ingerir pequenas quantidades de lactose.

4. A intolerância à lactose tem cura?

A primária não tem cura, e a cura da secundária está diretamente relacionada ao tratamento da causa subjacente (parasitose, doença celíaca), ou no caso das diarréias por vírus onde não há tratamento especifico do período de recuperação do intestino, que na criança bem nutrida é de 3-4 semanas.

5. Existe algum remédio que se possa usar para diminuir ou curar a intolerância?

Há, comercialmente disponível, a enzima que está inativada sobre a forma de cápsulas ou gotas (está disponível somente fora do Brasil). Esta deverá ser ingerida antes do consumo de alimentos com leite ou derivados.

6. Se a pessoa for diagnosticada como intolerante, ela deve tomar algum suplemento alimentar?

Deve haver uma consulta com um profissional da nutrição para que o mesmo possa calcular a quantidade ingerida de cálcio pelo paciente. Se esta for insuficiente, o paciente deverá ser suplementado.

7. A intolerância à lactose passa de pais para filhos?

A “inativação” da lactose, que se dá ao longo da vida, é uma condição geneticamente determinada. Então, poderá haver na família, e, frequentemente, há familiares comprometidos. Mas isto não é uma obrigatoriedade. Ela é mais comum em negros e orientais e menos frequentes em brancos. No Brasil, desconhece-se a frequência, mas considerando que a nossa população é muito miscigenada, a frequência não deverá ser muito baixa.



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