Contacto com doente com tuberculose implica contágio?

Apesar do contacto com um doente com tuberculose “bacilífero”, nem sempre o contágio ocorre, existindo vários factores, quer de ordem ambiental, quer relacionados com o indivíduo doente, que podem facilitar essa transmissão.

Relativamente aos factores ambientais, o convívio com o indivíduo doente, durante um período prolongado de tempo, em ambientes fechados, pouco arejados e mal ventilados aumenta muito o risco de contágio. Quando não é possível evitar o contacto com doentes com tuberculose, determinadas medidas de controlo ambiental devem ser tomadas, sendo uma das mais importantes a utilização de máscaras de protecção individual com características apropriadas. As casas devem ser bem arejadas e a entrada da luz solar não deve ser evitada – atitudes simples e que ajudam a eliminar as gotículas contagiosas. Do mesmo modo, algumas características dos doentes podem aumentar o risco de emissão e propagação dos bacilos. Assim, os indivíduos com tuberculose pulmonar ou da laringe (garganta) não tratada têm capacidade para expelir bacilos e são contagiosos, enquanto os doentes com tuberculose de outros órgãos não transmitem a doença.

Com o início de tratamento correcto consegue-se, progressiva e rapidamente, eliminar os bacilos das secreções, deixando a maioria dos doentes de ser contagiosos ao fim de duas a três semanas de tratamento. Para cortar a cadeia de transmissão, é imprescindível o diagnóstico rápido e o início precoce e correcto do tratamento.



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