Como surge a Anorexia

Como surge a Anorexia

O que é que pode fazer desencadear a doença em pessoas que já eram susceptíveis? São factores individuais que no momento actuam como desencadeadores. As pessoas iniciam uma dieta com o objectivo de diminuir o seu peso corporal e entretanto instala-se a doença do comportamento alimentar. Um sentimento de que se é desconsiderado em sociedade ou um comentário pejorativo sobre o corpo, ou que é sentido como tal, pode precipitar uma Anorexia ou uma Bulimia Nervosa. À semelhança de outras doenças, como por exemplo na diabetes, que pode descompensar no seguimento de uma zanga entre jovens amigos, um sofrimento emocional pode ter consequências diferentes consoante as condições prévias de cada um. O facto de estas doenças serem muito mais frequentes na adolescência alerta para o caso de que um dos factores precipitantes possa ser as transformações do corpo consequentes das alterações hormonais, que são inevitáveis e que se desencadeiam sem que o adolescente as possa controlar e na rapariga se desenvolvem num sentido que não é o mais desejável, uma vez que o corpo se arredonda. Nesta fase da vida surgem desejos mas também dúvidas e inseguranças sobre o futuro, situações que são vividas com dificuldade de serem controladas, o que em alguns jovens propicia a procura de algo que possam controlar, tentando afirmar-se através das suas particularidades e gostos próprios desta fase da vida e que são diferentes dos adultos. Alguns, se têm vulnerabilidade para as doenças do comportamento alimentar, procuram exercer este controlo usando a restrição alimentar. O desejo de ser magro motiva para procurar processos de diminuir de peso e o que de
imediato surge como solução mais fácil são as dietas com carácter “pseudo-científico”, propostas com restrições e exclusão de alguns alimentos, o que desrespeita a manutenção da saúde.

Os factores precipitantes podem ser muitos, uma vez que cada pessoa reage de modo diverso às diferentes situações de sofrimento, tensão, contrariedade ou dificuldade de adaptação que a vida lhe propõe.

Podemos dar como exemplo:
– As perdas de familiares ou de amigos.
– Roturas afectivas.
– Mudanças ao longo da vida (de fase de crescimento, de escola, de casa…).
– Fases de testes ou exames.
– As dificuldades de entendimento com os colegas ou com professores.
– As dificuldades de relacionamento ao nível da família.
– Outros sofrimentos emocionais resultantes de vivências de abuso ou invasões da privacidade ou integridade física ou psíquica.
Quer os factores predisponentes, quer os precipitantes são conhecidos após a doença estar já instalada e por isso o nosso investimento pode ser bastante mais eficaz si nos dedicarmos, a partir do que conhecemos, a reduzir ou a anular os factores de manutenção destas doenças.



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