Como eliminar o vírus da procrastinação

Em primeiro lugar o vírus que, para mim, é o mais importante de todos, procrastinação, ou seja, adiamento. Há pessoas que sofrem disto, eu sou uma delas. Há muito este hábito de deixar para amanhã ou para depois coisas que podiam ser feitas imediatamente. Adoro a frase de Don Marquis que diz “o adiamento é a arte de manter o ontem.”

Se nós nos queremos focar no futuro, mudar de vida, fazer algo que altere as circunstâncias actuais e/ou se não estamos contentes com a vida que levamos, então a procrastinação é o nosso pior inimigo.

É realmente a arte de manter o ontem. Pode ter os sonhos na sua cabeça, mas se adiar coisas, não coisas grandes mas coisas pequeninas, essas coisas começam a fixá-lo, a criar raízes no passado e a obrigá-lo a ficar de costas voltadas para o futuro.

É isso que faz a procrastinação.

Sempre que deixamos um problema para resolver, ele amarra-nos as pernas e não nos deixa progredir. Se deixarmos uma pequena dívida por pagar, uma relação por esclarecer, um telefonema para fazer, pequenas coisas assim, elas mantêm-nos amarradas ao passado.

Então, para mim, este é um dos piores vírus da atitude que podemos ter. Mas a forma de o controlar é muito simples.

Primeira vacina: Diligência

A primeira parte desta vacina é empregar-se a si mesmo. Uma das primeiras coisas que dizemos ao promover marketing de rede é “seja o seu próprio patrão” ou “despeça o patrão”, que é uma coisa que muito poucas pessoas fazem. Eu também durante muito tempo não o fiz, por isso também me relaciono com quem não faz. Mas empregar-se a si é muito simples. Basta pensar, se se emprega a si mesmo você é o seu próprio patrão, correto? Agora imagine que tipo de relacionamento teria se você, enquanto patrão, empregasse alguém e pense se estaria contente com a prestação desse empregado (que é você), ou seja, as horas que põe no serviço, os horários que tem, a organização do trabalho e se faz as coisas a tempo e horas ou se as deixa para depois.

Portanto a vacina para a procrastinação é diligência, ou seja, fazer as coisas imediatamente, assim que possível.

O primeiro truque para combater procastinação é empregar-se a si próprio e tratar-se a si mesmo como se fosse empregado. Um pequeno exercício que pode fazer é, ao final do dia, meter-se no papel do patrão, avaliar o trabalho feito ao longo do dia e dar-lhe uma nota: bom, mau, péssimo, excelente, o que for. Normalmente é mau porque tínhamos uma data de objectivos para fazer ao longo do dia e, se tivermos este vírus, então completamos poucos desses objectivos, e ao chegar o fim do dia vimos o trabalho feito e ficamos muito chateados connosco mesmos como patrões porque muito do que tinha apontado fazer não está feito.

Então no dia seguinte vamos ter mais cuidado. É assim que nos temos de avaliar, como patrões e empregados, quando temos um negócio próprio.

Muitas pessoas envolvidas em marketing de rede que encontrei são pessoas desocupadas. Isso é a pior coisa que pode acontecer num patrão de si próprio. Saem á rua, passam o dia no café ou no parque com amigos no pretexto de falar com pessoas, e realmente não acontece nada porque estão desocupadas, não organizadas no trabalho e quando é preciso fazer coisas não fazem.

Isto acontece com toda a gente, em todos os sítios, mas, em negócios independentes como marketing de rede, acontece muito. Porque uma pessoa não está habituada á disciplina de trabalhar para si próprio, pode estar habituada a trabalhar por conta de outra pessoa, e faz um bom trabalho, mas ao empregar-se a si próprio é benevolente.

Segunda Vacina: Há um tempo para pensar e um tempo para a ação

O segundo truque é uma coisa muito importante que temos de ter em conta: “há um tempo para pensar e um tempo para executar”.

Parece lógico e óbvio. E é. Mas muitas vezes, na prática, não acontece. Então qual é o tempo de pensar? O tempo de pensar é o tempo de planear, de avaliar. Antes de fazer, pensa e formula um plano de ação, depois vai distribuir tarefas, etc., e quando chega o tempo de executar já não é tempo de pensar, mas de fazer. Um grande problema destas pessoas que sofrem de procrastinação, como eu, é quando chega a altura de fazer, em vez de fazerem, pensam “e se fizesse amanha?”, “e se fizesse de outra maneira?”, “agora ia telefonar mas ele se calhar não está em casa”, “agora se calhar é muito cedo”. Então a mente entra um reboliço de lixo mental e acabamos por não fazer. Quando isto acontece perdemos a batalha contra o vírus, então temos de ter bem noção que existe tempo para pensar e tempo para executar. Quando chega a altura de pensar pensa-se o tempo necessário, mas quando chega a altura de tomar uma decisão então é altura de executar sem pensar porque o tempo de pensar já passou.

Enquanto se pensa não se faz e enquanto se faz não se pensa

Cada coisa tem o seu lugar. Por isso é que fazemos um plano, preparamos esse plano antecipadamente, bem organizado. Assim, quando chega a altura de executar desligamos um pouco o cérebro, e não pensamos duas vezes. Depois de fazer, pensamos de novo, avaliamos, corrigimos, alteramos e fazemos um plano novo para quando chegar hora de executar executar-se.

É preciso esta disciplina para ultrapassar este vírus da procrastinação.



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