Prevenção contra o virus da gripe

Como prevenir a gripe

A vacina  da gripe

As vacinas contra a gripe são um dos meios de prevenção. Este meio de prevenção é eficaz  e seguro. A vacinação é feita anualmente ajudando a  reduzir os efeitos da gripe.
O desempenho desta vacina pode variar de ano para ano, de acordo com os vírus que está presente nas pessoas  e das características individuais de cada um.

A eficácia da vacina nas crianças idosos e doentes

Nos idosos, crianças e  pessoas com doenças crónicas, a vacina pode não conseguir o seu objectivo  de prevenir a doença, porém atenua os sintomas da gripe e reduz o risco de complicações maiores. Nas pessoas idosas, a vacina pode reduzir infecções relacionadas com a doença.

Como é administrada

Adultos

A vacina é tomada somente numa dose no caso dos adultos.

Crianças

As crianças dos 6 meses aos 8 anos de idade devem tomar duas doses de vacina da gripe, com pelo menos quatro semanas de intervalo, quando da primeira vez que são vacinadas ou se é a segunda vez e no ano anterior fizeram apenas uma dose.  Deve ser administrada a partir de Outubro, podendo também ser tomada durante toda a época gripal.

Mulheres grávidas

A vacina pode ser tomada durante a gravidez, desde que no 2.° ou 3.° trimestre de gestação, e durante a amamentação.

Tipos de vacinas

Existem dois tipos de vacinas contra a gripe, uma produzida contendo vírus vivos (atenuados), a outra com vírus mortos (inactivados). As vacinas produzidas com vírus vivos estão aprovadas noutros países, para pessoas saudáveis dos 5 aos 49 anos, mas não estão disponíveis em Portugal. Em Portugal, as vacinas contra a gripe comercializadas são feitas recorrendo a vírus inactivados, pelo que não podem ser implicadas na ocorrência de casos de gripe, estão aprovadas para todas as pessoas com idade superior a 6 meses e são administradas por injecção intramuscular. Todas as vacinas são produzidas em ovos embrionados. Após a vacinação, o nível de anticorpos que confere protecção é atingido geralmente ao fim de duas semanas e persiste por um período inferior a um ano. Por outro lado, o vírus da gripe sofre mutações frequentes e em cada ano são produzidas vacinas mais adequadas aos vírus circulantes. Estas duas razões fazem com que as vacinas devam ser tomadas anualmente.

Grupos de risco

Os grupos de risco devem ser os primeiros a ser vacinados, pois a quantidade de vacinas contra a gripe sazonal atribuída a cada país é limitada A vacina pode ser tomada por qualquer pessoa que queira diminuir a sua probabilidade de ter gripe, e especialmente por aqueles que tenham um risco aumentado de ter complicações relacionadas com a gripe ou que possam transmiti-la a pessoas de maior risco. São considerados grupos de risco:

– pessoas com mais de 65 anos;
-pessoas com doenças crónicas (pulmonares, incluindo asma, ou cardíacas; renais, hepáticas, hematológicas, metabólicas (incluindo Diabetes) ou neuromusculares que comprometam a função respiratória, situações que provoquem depressão do sistema imunitário, por medicação (ex: corticoterapia prolongada ou quimioterapia) ou por doença (ex: infecção pelo vírus da imunodeficiência humana ou cancro);
– residentes ou internados por períodos prolongados em instituições prestadoras de cuidados de saúde;
– crianças e adolescentes (6 meses a 18 anos) em terapêutica prolongada com salicilatos (aspirina);
– coabitantes de crianças que tenham menos de 6 meses de idade e risco elevado de desenvolver complicações;
– grávidas no 2.° ou 3.° trimestre;
– profissionais que trabalhem em serviços de saúde e de outros serviços prestadores de cuidados (domiciliários ou em instituições) e com contacto directo com pessoas de risco elevado de desenvolver complicações;
– profissionais que possam vir a estar envolvidos em operações de abate sanitário de aves potencialmente infectadas com virus da gripe.

Quem não deve tomar a vacina:

– pessoas que tenham tido uma reacção grave a uma dose anterior da vacina contra a gripe;

– pessoas que tenham alergia séria (com probabilidade de desenvolverem uma reacção anafiláctica) a qualquer dos componentes da vacina, nomeadamente às proteínas do ovo e proteínas de galinha, a certos antibióticos, adjuvantes ou aos seus excipientes (de acordo com a vacina em questão);

– pessoas que tenham tido síndrome de Guillain-Barré (uma doença neurológica caracterizada por paralisia ascendente) nas seis semanas seguintes a ter-lhes sido administrada uma dose da vacina.

Efeitos secundários da vacina contra a gripe

– endurecimento no local da inoculação, que dura um a dois dias e que, de um modo geral, não interfere com as actividades da pessoa

– febre

– mal-estar e mialgias seis a 12 horas após a vacinação, com duração de um a dois dias.

Reacções alérgicas

As reacções alérgicas são raras e são provavelmente consequência de hipersensibilidade a uma componente da vacina. Quando surgem, as reacções alérgicas que ameaçam a vida aparecem de alguns minutos a poucas horas após a toma da vacina.

– síndrome óculo-respiratória, uma patologia auto-limitada, que se desenvolve nas 24 horas após a vacinação e que inclui conjuntivite bilateral e/ou sintomas respiratórios (tosse, pieira, opressão torácica, dispneia, disfagia, rouquidão, odinofagia) e/ou edema facial.

Hábitos de higiene como meio de prevenção

Existem hábitos de higiene e medidas a adoptar que são eficazes na prevenção da gripe:

– evitar-se o contacto próximo com outras pessoas na época de maior prevalência de infecções respiratórias na comunidade, sobretudo com aquelas que apresentem sinais de doença.

Quando se está  com gripe:

–  Não se deve ir à escola ou trabalhar, ficar em casa é o melhor tanto para quem está doente como para evitar espalhar o vírus para  outras pessoas.

– Deve usar-se lenços descartáveis, de utilização única, para assoar o nariz, para conter os espirros e a tosse

– Lavar frequentemente as mãos e evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca.



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