O que é e como tratar o Alcoolismo

Intoxicação provocada pelo abuso de bebidas alcoólicas: As preparações à base de plantas podem atenuar as manifestações do alcoolismo quer agudas (embriaguez), quer crónicas (cirrose, alterações digestivas, nervosas ou do sono). O único remédio eficaz é, evidentemente, a supressão do tóxico.

A abstinência é a melhor solução para quem não consegue controlar a ingestão de bebidas alcoólicas. Vários suplementos, embora não curem, podem ajudar as pessoas que bebem muito a ultrapassar a necessidade de álcool e a apoiá-las durante a difícil fase de privação.

O alcoolismo pode ser agudo ou crónico

É alcoolismo agudo quando a ingestão em excesso foi ocasional e é alcoolismo crónico quando se verificam crises de embriaguez cada vez mais numerosas e próximas.

O álcool, quando ingerido, é imediatamente absorvido no estômago e no intestino delgado, sendo eliminado de forma mais lenta pelos pulmões e pelo fígado. Por isso, o seu nível no sangue aumenta rapidamente. A quantidade em gramas de álcool puro em cada litro de sangue chama-se alcoolemia. De início, sob o efeito do álcool, as pessoas sentem-se mais ousadas, tudo porque o álcool funciona como estimulante, mas logo de seguida a sua acção é fortemente depressora das funções cerebrais e provoca sonolência. Sob o efeito do álcool, há uma redução da acuidade visual com alteração dos contornos dos objectos, o campo visual estreita-se e fica com incapacidade para distinguir as distâncias entre os objectos. É por esse motivo que muitos condutores sob a influência do álcool se sentem eufóricos, cometem manobras perigosas, quer em ultrapassagens quer em excesso de velocidade e provocam acidentes graves.

Procura permanente de oportunidades para beber, incapacidade de diminuir o consumo; a bebida passa à frente da família, dos amigos e do trabalho.
Necessidade de doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito Indignação face a críticas acerca do consumo; negação peremptória da existência do problema Sintomas de privação (tremores, alucinações, desmaios) quando se deixa de beber

O alcoolismo — que muitos consideram uma doença crónica, como a diabetes ou a hipertensão — caracteriza-se por uma enorme dependência física e psicológica do álcool. Embora pequenas quantidades de álcool, em particular vinho tinto, pareçam poder proteger o coração, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas provoca, com o tempo, lesões no fígado, pâncreas, intestinos, cérebro e outros órgãos. Pode também provocar mal nutrição quando as calorias «vazias» produzidas pelo álcool substituem uma alimentação equilibrada.

Causas Alcoolismo

A bebida tem uma componente social, pois torna a maioria das pessoas mais faladoras e desinibidas. Não se sabe bem por que razão algumas pessoas não conseguem controlar a sua ingestão de álcool: há factores psicológicos e sociais, mas parece existir também uma forte componente genética. Na verdade, os filhos de pais alcoólicos têm um grande risco de vir a ser alcoólicos, mesmo quando educados em ambientes em que não se bebe.

Desintoxicação

  • Substituir a refeição do pequeno-almoço por sumo de frutas durante algumas semanas (cerca de 6), para desintoxicação.
  • Antes das refeições principais tomar um copo de sumo de laranja com 1 colher de sopa de levedura de cerveja em pó, e incluir nas refeições 12 amêndoas de casca para repor proteínas e lípidos.
  • Evite usar alimentos contendo açúcar, café, chá-preto, carnes e fritos.

Sintomas de Alcoolismo

  • Se bebe antes do pequeno-almoço ou às escondidas.
  • Se bebe grandes quantidades de álcool dias seguidos.
  • Se tiver desmaios ou quedas.
  • Se, por hábito, bebe para aliviar o stress ou a dor.
  • Se a bebida está a arruinar as suas relações pessoais.

Tratamentos Naturais para tratar o Alcoolismo

Os extractos de cardo-de-santa-maria ajudam a reparar as lesões do fígado provocadas pelo álcool.

USO INTERNO

Contra a embriaguez incipiente

  • Mastigar 2 ou 3 amêndoas amargas.

Contra as manifestações do alcoolismo

  • Uma das melhores preparações é a infusão de bolota de carvalho seca, 1 pitada de pó para 1 chávena de água fervente; 1 chávena após as refeições
  • Sumo de couve crua; 1 copo por dia
  • Folhas de couve, de preferência roxa, picadas
  • Decocção de alho-porro, 6 alhos para 1 l de água, ferver 1 hora; 3 chávenas por dia
  • Maceração de cebola: deixar em contacto 500 g de cebola crua esmagada com 0,5 l de leite durante 24 horas e coar; 1 cálice de licor 3 vezes por dia
  • Infusão de passiflora, 20 g de botões florais secos para 1 l  de água fervente, infundir 15 minutos e coar; 3 chávenas por dia, das quais 1 à noite ao deitar •
  • Infusão de salsa, 2 g de sementes a cada uma das 2 refeições principais
  • Decocção de salsa, 50 g de folhas com uma pequena quantidade de cascas de laranja e de limão para 1 l de água, ferver em lume brando durante 15 minutos para reduzir a metade, coar espremendo, conservar num frasco; 1 colher de café ao acordar
  • Decocção composta de 10 g de pimentos e 10 g de troços de ruibarbo em 1 l de água, ferver 3 minutos e deixar repousar durante 1 noite; 2 chávenas por dia.

Alimentação

  • Tomar sumo de talo de couve duas a três vezes ao dia (2 chávenas a cada vez). Preparação: 50 gramas de talos para 1 copo de água.
  • De manhã: beber um copo de sumo de laranja (4 a 6 laranjas) ou de melão (300 a 500 g). Não misturar o sumo destas frutas. Duas horas depois, tomar o pequeno–lmoço incluindo um copo de sumo de cenoura batido com duas rodelas de cebola.
  • Ao almoço, incluir saladas cruas até 3 variedades de alface, tomate, cebola, pepino, cenoura, beterraba, alho, agrião, repolho, couve e salsa. Temperar com um pouco de sal e azeite.
  • Acompanhar o jantar com 12 amêndoas para repor proteínas e lípidos sem sobrecarregar o organismo. Evite incluir na alimentação: fritos, café, açúcar e carne.

USO EXTERNO

  • Após a desintoxicação de alguns dias, tome geleia real.
  • Fazer aplicações de argila no abdómen uma ou duas vezes por dia até 2 horas cada. O banho vital age eficazmente em doentes alcoólicos, vitalizando o corpo, em especial os intestinos e os nervos. Um Programa de protecção hepática durante 15 dias pode ser importante nestes casos.

Suplementos

Os suplementos recomendados na página seguinte e ainda um suplemento multivitamínico e multimineral — que podem ser tomados em conjunto — podem contribuir de várias formas para ajudar as pessoas que bebem muito durante a fase de abstinência e para as apoiar ao longo do período inicial de recuperação, que pode durar semanas ou meses. Além dos suplementos, são em geral necessários medicamentos convencionais receitados pelo médico para ajudar os alcoólicos a suportarem os sintomas da privação.

Vitamina C e vitamina E

  • Dosagem: 500 mg de vitamina C duas vezes/dia; 250 mg/dia de vitamina E.
  • Atenção: a vitamina C ajuda a estimular os efeitos da vitamina E.

Complexo de vitaminas B

  • Dosagem: um comprimido ou cápsula de manhã à refeição.
  • Atenção: tome um complexo B-50 com 50 mcg de vitamina B|2 e biotina, 400 mcg de ácido fólico e 50 mg das outras vitaminas B.

Kudzu

  • Dosagem: 150 mg de extracto três vezes/dia.
  • Atenção: normalizado para conter pelo menos 0,95% de daidzeína.

Cardo-de-santa -maria

  • Dosagem: 250 mg três vezes/dia entre as refeições. Atenção: normalizado para conter pelo menos 70% de silimarina.

Magnésio

  • Dosagem: 300 mg duas vezes/dia. Atenção: não tome se sofre de doença renal.

Óleo de onagra

  • Dosagem: 1000 mg três vezes/dia.
  • Atenção: pode substituir por 1000 mg de óleo de borragem uma vez/dia.

Kava

  • Dosagem: 250 mg três vezes/dia.
  • Atenção: normalizado para conter pelo menos 30% de kavalactonas.

Na sua maioria, os alcoólicos têm carências de nutrientes essenciais, como as vitaminas do complexo B, a vitamina C e os minerais (em especial magnésio, crómio e zinco), porque não têm uma dieta saudável e também porque o álcool tem efeitos tóxicos. Pode ser útil manter a terapia por vários meses a fim de restabelecer os níveis dos nutrientes. A vitamina C fortalece o organismo, elimina o álcool dos tecidos e reduz os sintomas de privação quando são ligeiros. É útil, em especial se tomada com vitamina E. As vitaminas do complexo B, o aminoácido glutamina e extractos de kudzu parecem diminuir a necessidade de álcool. O cardo-de-santa-maria e a fosfatidilcolina (500 mg três vezes por dia) ajudam o fígado a eliminar toxinas.

Um suplemento multivitamínico e mineral contém quantidades adequadas de crómio e zinco. O crómio ajuda a evitar a fadiga causada pelo baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia), vulgar nos alcoólicos. O zinco é um componente fundamental de muitos enzimas necessários ao metabolismo. O magnésio é essencial a muitas funções metabólicas, mas as quantidades fornecidas pelos suplementos multivitamínicos e minerais são insuficientes. O óleo de onagra fornece ácido gordo gamalinolénico, que estimula a produção de prostaglandina E, composto que ajuda a evitar sintomas de privação, como desmaios e depressão, e participa na protecção do fígado e do sistema nervoso. A kava é um sedativo natural que induz o sono.

Conselhos

  • Inscreva-se num grupo de apoio, como os Alcoólicos Anónimos (ÀA) 0 Experimente a acupunctura. Pode diminuir a dependência do álcool.
  • Desde tempos imemoriais que os Chineses usam chá de kudzu para diminuir os efeitos da ressaca alcoólica. O chá chama-se xing-jiu-ling; à letra, «põe-te sóbrio».
  • Para reduzir a necessidade compulsiva de álcool, os suplementos são em geral mais seguros que os medicamentos convencionais, que podem ter efeitos secundários.

Está hoje cientificamente provado que o kudzu bloqueia a necessidade de beber álcool.

Investigadores da Universidade da Carolina do Norte verificaram que nos macacos (usados como substitutos do homem nestes ensaios) o kudzu cortou a ingestão de álcool em cerca de 25%. Cientistas de Harvard descobriram que numa estirpe de hamsters que preferem o álcool à água, o kudzu reduziu o consumo para metade.

Estudos confirmam os efeitos protectores da planta medicinal cardo-de-santa-maria. Quando doentes com cirrose alcoólica, uma das complicações da última fase do alcoolismo, tomaram esta planta, 58% sobreviviam ao fim de quatro anos, em comparação com apenas 39% entre os que não tomaram a planta.



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