Fases de Desenvolvimento dos Bébés

No desenvolvimento do bebé, entre os 0 e os 12 meses, a criança tem a capacidade de conquistar novas competências e de exercer funções cada vez mais complexas, que vão ter um grande peso na sua qualidade de vida.   

Para que a criança se desenvolva normalmente, torna-se então indispensável, quer um normal funcionamento do Sistema Nervoso Central, quer a participação dos pais no que diz respeito à avaliação deste. Por isso torna-se necessário conhecer e avaliar o desenvolvimento desta, integrando os pais nesse processo.

Nos primeiros seis meses de vida o bebé adquire semanalmente um peso de 150-210gr, e mensalmente uma altura de 2,5cm, tal como um aumento do perímetro cefálico de 1,5cm.

No primeiro mês, o recém-nascido dorme a maior parte do tempo, em posição fetal. Mantém os braços dobrados, as mãos quase sempre fechadas, e move simetricamente os pés e as mãos. Quando em decúbito ventral, é capaz de levantar a cabeça durante alguns segundos.

            O bebé é capaz de fixar o olhar em objectos que se encontram em movimento, e de acompanhar a luz até à linha média. Tem uma acuidade visual de cerca de 20cm. Consegue distinguir vários sons, calando-se quando ouve uma voz. Chora quando quer expressar a sua insatisfação, produzindo pequenos sons guturais, tal como ruídos de satisfação durante a alimentação.

            Observa intencionalmente o rosto dos pais, quando estes falam com ele.

No segundo mês, o bebé passa mais tempo acordado e atento a tudo o que o rodeia. Assume uma posição menos flectida quando se encontra em decúbito ventral, conseguindo elevar a cabeça quase 45º, tal como quando suspenso em posição ventral consegue manter a cabeça alinhada com o resto do corpo. Diminui também a deflexão da cabeça quando puxado para a posição sentada.

            As mãos encontram-se geralmente abertas, e o reflexo de preensão vai diminuindo. É capaz de fixar os objectos com os olhos, seguindo-os, mas não os alcança com as mãos. Consegue girar a cabeça para o lado do som, quando é feito ao nível dos ouvidos, e distinguir as vozes familiares. O choro torna-se diferenciado, e demonstra sorriso social em resposta a vários estímulos.

No terceiro mês, o bebé quando na posição de sentado é capaz de manter a cabeça mais erecta, no entanto ainda a inclina para a frente. É capaz de elevar a cabeça e os ombros quando em decúbito ventral, até um ângulo de 45 a 90 graus em relação ao chão; suporta o peso sobre os antebraços. Quando mantido na posição de pé, é capaz de suportar parte do peso sobre as pernas. Consegue observar a própria mão. Verifica-se a ausência do reflexo de preensão, e as mãos encontram-se mantidas constantemente abertas.

   Segura activamente um chocalho, contudo não se move para o alcançar. Segura a própria mão, puxa lençóis e roupas. Acompanha os objectos até à periferia (180 graus), localiza o som virando a cabeça para o lado e olhando na direcção do mesmo. Amadurece a função auditiva (reage a barulhos arregalando os olhos e franzindo a testa) e consegue coordená-la com a visão, dirigindo o olhar em busca da fonte sonora.

Começa a ter a capacidade de coordenar estímulos provenientes dos vários órgãos sensoriais. Grita agudamente para demonstrar prazer, balbucia, ri, vocaliza quando sorri, e galrreia muito quando conversam com ele. Reconhece as pessoas que lhe são familiares. Apresenta menos choro, durante os períodos em que está acordado, parando de chorar quando os pais entram no ambiente em que se encontra e recusa-se a ficar sozinho.

            No quarto mês, a salivação excessiva inicia-se. O reflexo de Moro desaparece. Equilibra bem a cabeça, quando puxado para a posição de sentado, não existindo quase queda da mesma. É capaz de elevar a cabeça e o tórax do leito, formando ângulo de 90 graus. Assume predominantemente a posição simétrica, e consegue rebolar de costas para o decúbito lateral. Tenta agarrar objectos com a mão, esticando-se, brincando com os objectos já com as duas mãos, conseguindo levá-los à boca. Relativamente à visão, este consegue ajusta-la para objectos próximos, e a sua visão binocular encontra-se quase totalmente desenvolvida. Dá-se o início da coordenação entre os olhos e as mãos.

Consegue igualmente produzir sons de consoantes n, q, g, p, b. A vocalização modifica-se de acordo com o humor, rindo alto e divertindo-se com estímulos novos e estranhos. Aprecia a interacção social com pessoas, de forma a chamar a atenção.

Prevê a alimentação, quando vê o biberão. Mostra excitação com o corpo todo, grita, respira ruidosamente. Começa a demonstrar memória tendo consciência de ambientes estranhos.

Entre o 4º e o 8º mês, surgem as reacções circulares secundárias, ou seja, a criança faz um determinado movimento na procura de um resultado e repete-o com esse fim.

No quinto mês, iniciam-se os sinais de erupção dentária. O bebé já é capaz de respirar através da boca, caso o nariz esteja obstruído. Não há queda da cabeça, quando está na posição de sentado, e consegue mantê-la erecta e firme. É capaz de permanecer sentado, por períodos mais longos, caso as costas estejam bem apoiadas. Quando se encontra em decúbito ventral, assume um posicionamento simétrico com braços estendidos. Quando em decúbito dorsal, coloca os pés na boca.

É capaz de segurar voluntariamente os objectos, usar preensão palmar, abordagem ambidestra, brincar com os dedos dos pés, tal como segurar um cubo, enquanto segura outro.

Consegue acompanhar visualmente um objecto que caiu, localizar sons produzidos abaixo do ouvido, emitir sons agudos, e sons de vogais alternados com sons de consoantes. Sorri quando vê a sua imagem ao espelho, e começa a descobrir as diferentes partes do seu corpo. Brinca com mais entusiasmo, porém pode apresentar rápidas mudanças de humor.

            No sexto mês, a velocidade do crescimento diminui, e, durante os seis meses seguintes, verifica-se um aumento ponderal que varia entre os 90 a 150gr por semana e o comprimento aumenta 1,25 cm por mês. A dentição pode iniciar-se com a erupção dos dois incisivos centrais inferiores. Este começa a mastigar e a morder.

Quando ele sente que será colocado na posição sentada, levanta a própria cabeça. Consegue sentar-se na cadeira com as costas direitas. Rebola do decúbito dorsal para o decúbito ventral, e quando mantido em pé, suporta quase todo o seu peso.

Consegue agarrar um objecto que caiu e manipular pequenos objectos. Ajusta a sua postura de forma a ver o objecto, conseguindo girar a cabeça em todas as direcções, dando preferência a estímulos visuais mais complexos.

Nesta fase começa a imitar sons e a localizar sons acima do ouvido. Apresenta balbuciar semelhante a expressões monossilábicas (ex. “ma, um, da, di, hi”). Vocaliza para os brinquedos e imagem no espelho, e sente prazer em ouvir os próprios sons.

Suspende os braços para “pedir colo”, a pessoas que reconhece começando a ter medo de estranhos. Já define o que gosta e o que não gosta.

            No sétimo mês, inicia-se a erupção dos incisivos centrais superiores. Quando está em decúbito dorsal, levanta espontaneamente a cabeça. Quando em decúbito ventral, sustenta o peso do corpo sobre uma das mãos. Consegue sentar-se, inclinando o corpo para a frente, apoiando-se em ambas as mãos.

Quando mantido de pé balança-se activamente, suportando todo o peso sobre os pés. Produz sons vocais e sílabas ligadas, vocalizando quatro sons de vogais diferentes. Quando as pessoas falam, estabelece um diálogo.

Relativamente à alimentação mantém os lábios cerrados quando não gosta da comida, apresentando preferências de sabor. Demonstra agressividade oral, ao morder e fazer caretas.

            No oitavo mês, começa a demonstrar padrões regulares de eliminação vesical e intestinal. Consegue largar objectos quando quer, e procura persistentemente agarrar brinquedos fora do seu alcance.

Faz o som das consoantes t, d e w, e ouve selectivamente palavras familiares. Expressa sinais de ênfase e emoção, e combina sílabas como “dada”, não lhe dando, no entanto, nenhum significado. Responde à palavra “não”.

            No nono mês, dá-se a erupção dos incisivos laterais superiores. O bebé consegue arrastar-se apoiado nas mãos e joelhos, sentar-se firmemente no chão durante longos períodos de tempo, e recuperar o equilíbrio quando se inclina para a frente, contudo tal não acontece quando se inclina para os lados. É também capaz de puxar o corpo para a frente de forma a manter-se em pé (agarrado aos móveis, por exemplo).

Começa a manifestar preferência pelo uso da mão dominante. É capaz de agarrar um terceiro objecto.

Responde a ordens verbais. Os pais são cada vez mais importantes, e demonstra cada vez mais interesse em agradá-los. Começa a demonstrar medo de ir para a cama e de ficar sozinho. Procura por um objecto, caso veja que foi escondido, é o início do raciocínio mental.

            No décimo mês, verifica-se uma evolução da capacidade de ficar em pé, manifestando a tentativa de dar um passo, levantando o pé.

Coloca objectos dentro de recipientes e protesta se lhe retiram alguma coisa de que gosta. Reconhece locais familiares e entende nomes de elementos que conhece (ex: água). Já diz pai e mãe e outras palavras, já lhe dando o seu significado.

            Aos onze meses, inicia-se a erupção dos incisivos laterais inferiores. Quando na posição de sentado, consegue rodar para trás para pegar num objecto. Se seguro pelas duas mãos ou agarrado aos móveis consegue andar. Explora os objectos com atenção especial sobre os detalhes. Imita sons da fala definitiva. Manifesta alegria e satisfação ao dominar uma tarefa, mas reage às restrições com frustração.

No décimo segundo mês, o peso triplica e o comprimento aumenta aproximadamente 50%, relativamente ao nascimento. No total tem 6 a 8 dentes decíduos.

Consegue deambular com uma mão de apoio. Pode tentar manter-se em pé momentaneamente, tal como dar os primeiros passos. Quando em pé consegue sentar-se sem auxílio.



1 Comentário to “Fases de Desenvolvimento dos Bébés”
  1. Kristine

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